Cadeira de Escritório Barata

Uma cadeira barata não é uma cadeira má: é uma cadeira a que foram retiradas peças. Saber quais foram retiradas permite prever onde vai doer ao fim de três horas e decidir o que se compensa com 20 € de acessórios e o que não se compensa de todo.

Onde é que os fabricantes cortam

Entre uma cadeira de 90 € e uma de 250 € há uma sequência de cortes previsível, quase sempre pela mesma ordem. Reconhecê-la na fotografia e na ficha técnica evita surpresas.

ComponenteVersão económicaConsequência prática
MecanismoBasculante simples ou apenas contacto permanente, sem regulação de tensãoO encosto ou está rígido ou cede de mais; não acompanha o peso do utilizador
Apoio lombarCurvatura moldada fixa na estruturaAcerta na curvatura de poucas pessoas; quem tem tronco curto sente a saliência nas omoplatas
BraçosFixos, moldados na estrutura do encostoOu ficam altos e levantam os ombros, ou batem no tampo da secretária
EspumaCortada de bloco, densidade baixaPerde 1 a 2 cm de espessura no primeiro ano de uso diário
Base e rodasNylon simples com rodas duras de plásticoRodas que marcam soalho e travam em carpete de pelo curto
Profundidade do assentoFixaImpossível acertar a folga atrás do joelho em pessoas muito altas ou muito baixas

Note que o pistão a gás raramente é o corte inicial: mesmo cadeiras de 80 € trazem pistão de classe 3, suficiente até cerca de 100 kg. O que costuma faltar é a regulação de tensão do mecanismo, que é o que transforma a inclinação num apoio útil em vez de um baloiço.

O que se compensa e o que não tem remédio

Há três defeitos que se corrigem com acessórios de baixo custo e três que não se corrigem.

Compensável. A ausência de apoio lombar regulável resolve-se com uma almofada lombar com cinta elástica, entre 15 e 30 €, que permite escolher a altura exacta em que a saliência assenta — coloque-a de modo que o ponto mais alto fique ao nível da cintura, tipicamente 18 a 22 cm acima do assento. A espuma fina resolve-se com uma almofada de assento em espuma viscoelástica ou gel, de 4 a 6 cm, que devolve a espessura perdida; conte 25 a 45 €. E as rodas duras substituem-se por rodas de poliuretano com haste de 11 mm, um conjunto de cinco por 15 a 25 €, tema tratado em detalhe em rodas para parquet.

Não compensável. Braços fixos demasiado altos não se baixam: se o tampo da sua secretária está a 74 cm e os braços a 26 cm acima do assento, ou a cadeira não encosta à mesa ou trabalha com os ombros levantados. Em muitos modelos os braços desapertam-se e retiram-se por completo, o que costuma ser preferível — ver cadeiras sem braços. Também não se corrige um assento demasiado profundo, que obriga a sentar na ponta e anula o encosto, nem um mecanismo sem tensão regulável, que continuará a ceder de mais se pesa 60 kg e a estar rígido se pesa 100 kg.

A soma importa: uma cadeira de 90 € mais 60 € de acessórios chega aos 150 € e continua sem regulação de profundidade nem de tensão. Nesse ponto, comparar com o que se compra directamente por 150 – 200 € é o exercício honesto.

Quanto dura e o que falha primeiro

Com uso diário de seis a oito horas, uma cadeira desta gama tem um horizonte típico de dois a três anos. A ordem habitual de falhas é: espuma do assento (primeiro ano), rodas e casquilhos (segundo ano), pistão a gás que começa a descer sozinho, e por fim as soldaduras ou fixações do mecanismo ao assento. O pistão é a avaria mais fácil de resolver, com um pistão universal de 10 a 25 €, e está explicada em como consertar uma cadeira que range ou desce.

Ao comprar, verifique se o fabricante declara conformidade com a EN 1335 e, sobretudo, se indica o tipo. Nesta faixa de preço o comum é o tipo C — o nível de regulação mais básico da norma, que assegura essencialmente altura de assento ajustável e os ensaios de segurança e estabilidade. Não é um mau sinal em si; é a informação que lhe diz que não vai encontrar assento deslizante nem lombar em duas vias por 100 €.

Se a cadeira é para menos de duas horas por dia, o dinheiro rende mais numa cadeira sem rodas de boa estrutura do que numa cadeira giratória mal regulada. Ver cadeiras de escritório sem rodas.

Opções recomendadas na Amazon

Melhor compra abaixo de 150 €

Cadeira operativa em rede com braços reguláveis em altura

  • Encosto em rede com moldura, apoio lombar moldado
  • Braços que se retiram por completo se a secretária for baixa
  • Faixa habitual: 90 – 150 €
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Compensar o que falta

Almofada lombar com cinta e almofada de assento viscoelástica

  • Lombar posicionável entre 18 e 22 cm acima do assento
  • Assento de 4 a 6 cm para recuperar a espessura perdida
  • Faixa habitual: 20 – 45 € o conjunto
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Barata mas com mecanismo

Cadeira económica com basculante de tensão regulável

  • Botão ou manípulo sob o assento para ajustar a resistência ao peso
  • Base de nylon reforçado com cinco rodas
  • Faixa habitual: 120 – 180 €
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Perguntas frequentes

Uma cadeira de escritório barata estraga as costas?

Não é a cadeira em si, é a postura que ela permite. Uma cadeira sem regulação de altura obriga a compensar com os ombros ou com os pés suspensos, e é essa compensação mantida horas que causa desconforto. Com altura correcta e uma almofada lombar bem posicionada, uma cadeira económica serve bem jornadas de duas a quatro horas.

Quanto custa uma cadeira de escritório decente?

Para uso diário de três a cinco horas, a faixa de 120 a 200 € já traz mecanismo com tensão regulável e braços ajustáveis em altura. Abaixo de 100 € encontram-se sobretudo modelos de tipo C sem essas regulações, adequados a utilização ocasional.

Vale a pena comprar uma cadeira de escritório usada?

Pode compensar em modelos profissionais de gama alta, cuja estrutura e mecanismo duram mais de dez anos. Verifique o pistão (se a cadeira desce sozinha ao sentar), o estado da espuma e se as peças de desgaste ainda se encontram. Numa cadeira económica usada, o valor residual é quase nulo.

Que rodas usar numa cadeira barata para não riscar o soalho?

Rodas de poliuretano macio com haste padrão de 11 mm, que se encaixam por pressão na maioria das bases. Um conjunto de cinco custa entre 15 e 25 € e substitui-se sem ferramentas, bastando puxar as rodas antigas com firmeza.