Cadeiras de Jantar em Pele e Pele Sintética
A palavra pele cobre materiais que custam cinco vezes mais uns do que os outros e envelhecem de maneiras opostas. Nesta página separa-se a pele curtida em três acabamentos, explica-se o que é realmente a pele sintética de PU e de PVC, e mostra-se que sinais na ficha do produto antecipam uma cadeira que vai descascar ao terceiro ano.
Anilina, semianilina e pigmentada
Na pele curtida, o que muda entre gamas não é o animal: é a quantidade de acabamento aplicada por cima da flor da pele.
A pele anilina é tingida por imersão sem camada de pigmento a cobrir a superfície. Mantém o desenho natural dos poros, tem tacto seco e quente e ganha pátina. Também absorve tudo: uma gota de azeite entra em segundos e fica. Numa cadeira de jantar, que é o móvel da casa mais exposto a gordura e a molho, é a escolha errada em quase todos os casos, por muito bonita que seja.
A semianilina leva uma camada fina de pigmento que uniformiza a cor e cria alguma repelência sem tapar o poro. É o compromisso razoável para uma sala de jantar de adultos, onde se quer o aspecto natural mas com alguns segundos de reacção antes de um derrame penetrar.
A pele pigmentada, também vendida como pele corrigida, tem uma camada de acabamento com polímero por cima, muitas vezes com grão gravado a quente. Perde a variação natural e ganha uma superfície fechada que se limpa com um pano húmido. É a pele certa para uma mesa onde comem crianças, e a razão pela qual quase toda a pele de cadeira de jantar vendida online é pigmentada.
| Acabamento | Resistência a nódoas | Aspecto ao fim de 5 anos | Faixa por cadeira |
|---|---|---|---|
| Anilina | Baixa, absorve gordura | Pátina marcada, manchas visíveis | 250 – 450 € |
| Semianilina | Média, alguns segundos de reacção | Cor mais uniforme, brilho nas zonas de contacto | 180 – 350 € |
| Pigmentada | Alta, superfície fechada | Estável; risca-se mas não mancha | 120 – 260 € |
| Sintética PU | Alta enquanto a película durar | Descasca nas zonas de flexão | 45 – 110 € |
Atenção às designações compostas do tipo pele reconstituída ou pele bicast: são fibras de pele trituradas e ligadas com poliuretano, com uma película à superfície. Comportam-se como sintética, não como pele, e devem ser avaliadas na coluna de baixo da tabela.
Pele sintética: PU, PVC e microfibra
A pele sintética de poliuretano é uma malha têxtil com uma camada de PU por cima. É macia, respira um pouco mais do que o PVC e é o material dominante nas cadeiras de jantar entre 45 e 110 €. A sua vida depende da espessura da camada e da qualidade do suporte têxtil, dados que praticamente nunca aparecem na ficha.
O PVC, muitas vezes descrito como napa ou courvin, tem uma camada plástica mais espessa e mais rígida. Não descasca da mesma maneira, resiste bem a limpezas repetidas com produto e é por isso que aparece em cadeiras destinadas a restauração, onde o ensaio de referência da estrutura é a EN 16139 e não a EN 12520 do uso doméstico. Em casa, o problema do PVC é o toque frio e plastificado e a tendência a colar à pele no Verão.
A microfibra de poliéster com aspecto de camurça é a terceira via: não é pele nem película plástica, não descasca por definição, e aceita limpeza com espuma. Perde para a pele na aparência de luxo e mancha mais do que uma pigmentada, mas é a opção mais previsível a dez anos. Se preferir tecido convencional, a comparação está em cadeiras de jantar estofadas.
Porque é que a sintética descasca
A película de PU rompe por fadiga nas zonas em que o material dobra e nas zonas em que a transpiração e os cremes corporais o atacam quimicamente. Numa cadeira de jantar, isso é sempre o mesmo sítio: o bordo dianteiro do assento, onde a coxa arrasta ao levantar, e a curvatura do encosto na zona lombar.
Três coisas antecipam o problema. Primeiro, a costura: painéis mais pequenos e bem cosidos distribuem melhor a tracção do que um pano único esticado sobre uma concha. Segundo, o raio dos bordos: um bordo dianteiro vivo obriga a película a dobrar num ângulo apertado, um bordo arredondado em cascata não. Terceiro, a exposição ao sol, que endurece o plastificante e transforma o material em algo que estala à mínima flexão.
Na prática, uma cadeira em PU numa casa de duas pessoas dura tipicamente 5 a 8 anos com aspecto aceitável; com uso diário de família e sol de tarde na sala, o descasque começa por volta dos 3 anos. Não há reparação real depois de a película se soltar — as tintas de retoque devolvem cor durante meses, não anos. Nesse ponto, a solução barata é uma capa lavável ou substituir o assento se estiver aparafusado por baixo.
Medidas e conforto numa cadeira revestida
Um revestimento fechado não transpira, e isso muda o conforto percebido. Numa cadeira em pele ou sintética, um assento ligeiramente côncavo com 4 a 6 cm de espuma é mais importante do que numa cadeira em tecido, porque o corpo desliza sobre a superfície lisa e procura o encaixe.
As medidas gerais não mudam: assento acabado entre 45 e 48 cm para um tampo de 74 a 78 cm, deixando 27 a 30 cm de folga entre a coxa e o tampo; profundidade de assento de 40 a 45 cm; e 60 cm de largura de mesa por lugar. Se a cadeira tiver braços, some 5 a 10 cm por lugar e confirme que passa por baixo do tampo, como se explica em cadeiras de jantar com braços.
Manutenção mínima: pano de algodão húmido e seco imediato, uma vez por semana; nunca produto com álcool, amoníaco ou solvente, que dissolvem o acabamento pigmentado e o PU; e hidratante específico para pele curtida duas vezes por ano, apenas em pele verdadeira — em sintética não faz nada excepto deixar película gordurosa. Mantenha as cadeiras a mais de 30 cm de um radiador.
Opções recomendadas na Amazon
Cadeira revestida a pele sintética de PU com estrutura metálica e costura em painéis
- Bordo dianteiro arredondado, espuma de 4 a 5 cm
- Painéis cosidos em vez de pano único esticado
- Faixa habitual: 55 – 110 € por cadeira
Cadeira em pele pigmentada ou napa de superfície fechada
- Limpa-se com pano húmido sem deixar auréola
- Cor uniforme, grão gravado, tolera limpezas repetidas
- Faixa habitual: 120 – 260 € por cadeira
Cadeira em microfibra de poliéster com aspecto de camurça
- Sem película plástica, logo sem risco de descasque
- Toque quente no Inverno, não cola no Verão
- Faixa habitual: 60 – 120 € por cadeira
Antes de decidir entre as duas famílias de material, veja o confronto directo em modelos revestidos a PU castanho e leia pele vs pele sintética em cadeiras.
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Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre pele e pele sintética numa cadeira?
A pele é um material curtido com poro natural, que respira e ganha pátina; a sintética é uma malha têxtil com película de poliuretano ou PVC por cima. A sintética limpa-se melhor e custa três a cinco vezes menos, mas a película acaba por descascar nas zonas de flexão, coisa que a pele não faz.
Quanto tempo dura uma cadeira de jantar em pele sintética?
Tipicamente 5 a 8 anos com aspecto aceitável numa casa de duas pessoas, e cerca de 3 anos com uso diário de família e exposição a sol directo. O descasque começa quase sempre no bordo dianteiro do assento e na curvatura lombar do encosto.
Como limpar cadeiras de jantar em pele?
Pano de algodão ligeiramente húmido e secagem imediata, sem produtos com álcool, amoníaco ou solventes, que dissolvem o acabamento. Em pele verdadeira aplique hidratante específico duas vezes por ano; em sintética não aplique nada, porque só deixa película gordurosa.
Pele ou tecido para uma casa com crianças?
Pele pigmentada ou sintética de superfície fechada, porque o derrame fica à superfície e sai com um pano. O tecido só compete se tiver tratamento antimanchas e, mesmo assim, exige tratamento localizado da nódoa em vez de uma passagem de pano.