Cadeiras de Varanda Pequena
A varanda típica de apartamento português tem entre 1,0 e 1,5 m de profundidade e 2 a 4 m de comprimento. Nesse rectângulo estreito, o problema não é escolher a cadeira mais bonita mas encontrar a que deixa passar uma pessoa depois de estar aberta. Esta página começa pela fita métrica e termina no que fazer quando dá vento.
Medir a varanda antes de comprar
Três medidas resolvem quase tudo. A profundidade útil, do gradeamento à parede, descontando o rodapé e a soleira da porta. A largura livre, descontando o espaço da porta de correr ou o arco de abertura da porta de batente, que muitas vezes come 70 cm de um dos lados. E a passagem mínima que quer manter para circular, que na prática são 55 a 60 cm para uma pessoa passar de frente e 40 cm se aceitar passar de lado.
Faça a conta: numa varanda de 1,2 m de profundidade, guardando 55 cm de passagem, sobram 65 cm para o mobiliário. Uma cadeira comum de exterior ocupa 55 a 62 cm de profundidade, portanto cabe encostada, mas uma pessoa sentada projecta os joelhos mais 20 a 30 cm para a frente. É por isso que em varandas com menos de 1,3 m as cadeiras se costumam dispor viradas para o gradeamento e não frente a frente.
Com 1,5 m de profundidade já entra uma mesa redonda de 60 cm com duas cadeiras encostadas em lados opostos, e essa é a configuração de almoço mais compacta que funciona. Abaixo disso, a solução é uma mesa de parede rebatível de 30 a 40 cm de profundidade com duas cadeiras dobráveis que saem quando é preciso.
Um pormenor prático: meça também a altura do gradeamento. Nos gradeamentos com 1,1 m, uma cadeira de assento baixo deixa a pessoa a olhar para a chapa em vez da vista. Nesses casos, uma cadeira com assento a 45 cm ou um banco alto muda por completo a experiência da varanda.
Formatos que cabem em 1,2 m de profundidade
| Formato | Profundidade em uso | Arrumação | Nota |
|---|---|---|---|
| Cadeira dobrável em tesoura | 55 – 60 cm | 8 – 12 cm encostada à parede | O formato mais flexível para varandas estreitas |
| Cadeira empilhável sem braços | 50 – 55 cm | Pilha de 4 em cerca de 90 cm de altura | Ocupa canto; entra e sai em segundos |
| Cadeira monobloco com braços | 58 – 65 cm | Empilha 6 unidades | Braços impedem de encostar à mesa rebatível |
| Banco alto para gradeamento | 40 – 45 cm | Fica no sítio | Melhor vista em gradeamentos de 1,1 m |
| Poltrona de vime ou rattan | 70 – 85 cm | Não arruma | Só a partir de 1,5 m de profundidade |
Entre dobrável e empilhável, o critério é a frequência de utilização. Quem usa a varanda todos os dias ganha com empilháveis, que se separam num gesto; quem a usa aos fins-de-semana ganha com dobráveis, que desaparecem contra a parede durante a semana. Os sistemas de dobragem e as espessuras fechadas típicas estão comparados em cadeiras de jardim dobráveis.
Se a ideia é ter uma peça de descanso e não de refeição, uma cadeira de baloiço para varanda resolve com uma única peça, desde que haja 20 a 25 cm de folga atrás para o movimento. Em varandas de 1,2 m isso significa abdicar da mesa.
Vento, gradeamento e o que não se pendura
Varandas em altura apanham rajadas muito superiores às do nível da rua, sobretudo em fachadas expostas ao quadrante norte no litoral e em edifícios isolados. Uma cadeira monobloco de 2 kg ou uma dobrável de alumínio de 3 kg viajam com facilidade, e a queda de uma cadeira de um quarto andar é um acidente sério.
Regras práticas que evitam o problema: nunca deixe cadeiras abertas e viradas para o vento quando sai de casa, porque o encosto funciona como vela; feche-as e encoste-as à parede, ou empilhe-as e prenda a pilha com uma fita a um ponto fixo; e prefira modelos com travessa inferior contínua entre as pernas, que baixam o centro de gravidade. Se a varanda é muito exposta, o aço com pintura epóxi, apesar de mais sujeito a ferrugem, resolve o problema pelo peso.
Sobre o gradeamento, a regra é simples e vale a pena repeti-la: não é uma estrutura pensada para suportar cargas suspensas permanentes. Mesas de encaixe no corrimão, floreiras pesadas penduradas pelo lado de fora e toldos amarrados ao gradeamento aplicam esforços de alavanca para os quais a fixação não foi calculada, e nas varandas antigas essa fixação está frequentemente corroída por dentro do betão. Tudo o que for pesado deve assentar no pavimento. Muitos regulamentos de condomínio proíbem além disso alterações visíveis na fachada, incluindo toldos e estores fixados no exterior — confirme antes de furar seja o que for.
Materiais para varandas expostas e cobertas
Numa varanda coberta e recuada, quase tudo funciona, incluindo madeira e almofadas, porque a chuva raramente entra na horizontal. Numa varanda descoberta, aplique os mesmos critérios de um terraço: alumínio anodizado ou lacado, textilene, polipropileno com protecção contra ultravioletas ou rattan sintético em polietileno. Os detalhes por material estão nas cadeiras de alumínio e nas cadeiras de plástico.
A norma europeia EN 581 aplica-se igualmente a mobiliário de varanda, com ensaios de estabilidade e resistência e níveis distintos para uso doméstico e não-doméstico. Numa varanda de utilização diária por várias pessoas, uma cadeira certificada para uso não-doméstico é um investimento sensato, porque o que se estraga em varandas não é o material mas as articulações, ao fim de milhares de ciclos de abrir e fechar.
Um detalhe específico das varandas: o pavimento é quase sempre cerâmico ou em deck, e as ponteiras plásticas duras riscam. Substitua-as por ponteiras de feltro ou borracha macia na Amazon.es, que custam poucos euros e evitam marcas permanentes no pavimento. E não deixe uma cadeira metálica pousada sobre deck de madeira durante o inverno inteiro, porque a zona por baixo dos pés não seca e mancha.
Opções recomendadas na Amazon
Cadeira dobrável de exterior que fecha para menos de 12 cm
- Encosta à parede e liberta a passagem durante a semana
- Alumínio com textilene: 3 a 4 kg, seca em minutos
- Faixa habitual: 30 – 70 € por cadeira
Conjunto compacto de mesa e duas cadeiras para varanda
- Mesa de 60 cm ou rebatível de parede com 30 a 40 cm de profundidade
- Confirme que a mesa aberta deixa 55 cm de passagem
- Faixa habitual: 70 – 180 € o conjunto
Banco alto de exterior para gradeamentos de 1,1 m
- Assento a 60 a 75 cm: a vista deixa de ser a chapa do gradeamento
- Procure apoio de pés e base larga para estabilidade
- Faixa habitual: 40 – 110 € por unidade
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Perguntas frequentes
Que cadeiras cabem numa varanda de 1,2 metros de profundidade?
Cadeiras dobráveis ou empilháveis sem braços, com 50 a 60 cm de profundidade, encostadas ao gradeamento e viradas para a vista. Guardando 55 cm de passagem, sobram cerca de 65 cm para o mobiliário, o que exclui poltronas de rattan e cadeiras de braços largos.
Dobráveis ou empilháveis para uma varanda pequena?
Empilháveis se usar a varanda todos os dias, porque se separam num gesto e ocupam um canto. Dobráveis se a usar sobretudo aos fins-de-semana, porque fecham para 8 a 12 cm e desaparecem contra a parede durante a semana.
Pode pendurar-se uma mesa ou floreira no gradeamento da varanda?
Não é recomendável. O gradeamento não foi calculado para cargas suspensas permanentes e a fixação está muitas vezes corroída dentro do betão em edifícios antigos. Tudo o que for pesado deve assentar no pavimento, e muitos regulamentos de condomínio proíbem alterações visíveis na fachada.
Como evitar que as cadeiras da varanda voem com o vento?
Feche-as ou empilhe-as antes de sair de casa, e prenda a pilha com uma fita a um ponto fixo. Escolha modelos com travessa inferior contínua, que baixam o centro de gravidade. Em fachadas muito expostas, o aço com pintura epóxi resolve pelo peso, apesar de exigir vigilância contra ferrugem.