Cadeira de Maquilhagem e de Beleza

Uma cadeira de maquilhagem tem de acertar com a altura da bancada, aguentar produtos que destroem estofos comuns e não bambolear enquanto alguém trabalha a 20 cm da cara. Estes três requisitos eliminam a maioria das cadeiras decorativas vendidas para o efeito. Aqui ficam as medidas, os materiais e a diferença entre uso doméstico e profissional.

Altura: acertar com a bancada

A bancada de maquilhagem doméstica, quase sempre uma secretária ou toucador, tem 74 a 78 cm de altura de tampo. As bancadas de estúdio e de salão sobem para 78 a 85 cm, porque quem trabalha está de pé ou em banco alto. A altura do assento deve ficar de forma que os antebraços apoiem no tampo com os cotovelos a cerca de 90° e os pés assentes no chão.

Altura da bancadaAltura de assento adequadaNecessita apoio de pés
74 – 78 cm (toucador doméstico)44 – 50 cmNão, se o utilizador tiver mais de 1,60 m
78 – 82 cm (bancada de estúdio)50 – 58 cmSim, para utilizadores abaixo de 1,70 m
85 – 95 cm (cadeira de cliente elevada)55 – 70 cm com pistão longoSim, anel de apoio de pés

Se a cadeira for para o cliente e não para quem trabalha, a lógica inverte-se: interessa que a cabeça do cliente fique a uma altura confortável para quem está de pé, tipicamente com o queixo entre 115 e 130 cm do chão. Isso exige uma cadeira com curso de elevação longo, de 20 a 25 cm, quase sempre com pistão a gás reforçado ou com bomba hidráulica de pedal.

A regra geral de correspondência entre alturas está desenvolvida em altura ideal da cadeira e da secretária. O erro mais comum é comprar um banco decorativo de altura fixa: fica sempre 5 cm errado e não há maneira de corrigir.

Base, rodas e estabilidade

Uma cadeira giratória com regulação de altura deve assentar numa base de cinco raios. Bases de quatro raios existem em modelos decorativos e são um risco real de tombar, porque a projecção do centro de gravidade sai facilmente do polígono de apoio quando alguém se inclina para o espelho. Este princípio está incorporado na norma EN 1335, que trata das cadeiras de escritório e define requisitos dimensionais, de segurança e de ensaio, incluindo a estabilidade da base.

O diâmetro da base ronda 55 a 70 cm. Quanto maior, mais estável e mais espaço ocupa debaixo do toucador; meça a distância entre pés da secretária antes de escolher, porque uma base de 70 cm não entra sob um toucador estreito.

Rodas ou pés fixos é a decisão seguinte. As rodas permitem aproximar e afastar sem levantar, o que é prático em sessões longas, e são quase obrigatórias em uso profissional, onde quem trabalha se desloca à volta do cliente. Em casa, sobre soalho flutuante ou parquet, exigem rodízios de poliuretano para pavimento delicado na Amazon.es, e vale a pena uma versão travada que só roda com o peso do utilizador em cima. Os pés fixos dão mais estabilidade percebida e evitam que a cadeira fuja no momento em que alguém se senta, o que é a queixa mais comum de quem tem rodas em pavimento liso. As alternativas com pés estão em cadeiras de escritório sem rodas.

Nas cadeiras para o profissional, existe um terceiro formato que merece consideração: o banco sela, com assento em forma de sela que abre o ângulo da anca para cerca de 135° e mantém a curvatura lombar sem encosto. É o formato usado em muitas clínicas e gabinetes de estética, precisamente porque permite chegar perto do cliente sem contorcer a coluna. Está descrito em banco ergonómico e cadeira sela.

Estofo que aguenta produtos

Este é o critério que distingue uma cadeira de maquilhagem de uma cadeira de secretária bonita. Base, pó solto, fixador em spray, tinta de cabelo, acetona e desinfectante alcoólico caem no assento e nos braços, e há materiais que não sobrevivem.

A pele sintética em poliuretano de boa qualidade é a escolha corrente: limpa-se com pano húmido e detergente neutro, não absorve pigmento e seca em segundos. O ponto fraco é o álcool e a acetona, que atacam a camada de poliuretano e a deixam baça e depois pegajosa. Se usa desinfectante alcoólico com frequência, procure estofos declarados como resistentes a desinfectantes, comuns em mobiliário clínico.

O vinilo ou pele sintética em PVC é mais resistente a produtos químicos e mais barato, mas menos agradável ao toque e mais quente. É o material do mobiliário de salão de cabeleireiro e faz sentido em uso intenso.

O tecido, incluindo o veludo que aparece em muitas cadeiras decorativas, é a pior escolha para maquilhagem. Absorve pigmento de forma irreversível: uma mancha de base num veludo claro é permanente. Se o modelo que quer é em tecido, exija capa removível e lavável, e conte substituí-la periodicamente. Os métodos de limpeza por material estão em como limpar cadeiras de qualquer material e a diferença entre peles em pele vs pele sintética.

Verifique também as costuras. Uma costura em relevo no meio do assento acumula pó de produto e é impossível de limpar bem; assentos lisos com costura periférica são muito mais práticos. E prefira assentos sem botões nem capitoné, pela mesma razão.

Uso doméstico contra uso profissional

A diferença não é estética, é de número de ciclos. Uma cadeira usada em casa faz talvez dois a três ciclos de sentar por dia; num estúdio ou salão, faz vinte a quarenta, todos os dias, com utilizadores de pesos muito diferentes. Os pontos que cedem são o pistão a gás, os casquilhos da base e as costuras do assento.

Para uso profissional, procure mobiliário certificado segundo a EN 16139, a norma europeia de resistência, durabilidade e segurança para assentos de uso não-doméstico, ou cadeiras de escritório conformes com a EN 1335 na classe mais exigente. Estas peças são ensaiadas para muitos mais ciclos e têm componentes sobredimensionados. A diferença de preço face a uma cadeira doméstica equivalente é de 30 a 60 %, e paga-se em dois anos de uso intenso.

Outros pormenores que só importam em contexto profissional: encosto baixo ou ausente, para não estorvar o movimento à volta do cliente; apoio de pés em anel quando a cadeira é alta; regulação por pedal, para poder ajustar sem largar o material; e limpeza sem reentrâncias, exigência que muitos regulamentos de higiene tornam obrigatória em espaços abertos ao público.

Para o uso doméstico, a decisão pode ser mais simples: uma cadeira de secretária com pistão a gás, base de cinco raios e assento em pele sintética lisa cumpre praticamente tudo o que se pede, por 60 a 150 €. Se procura sobretudo um banco para um toucador em quarto pequeno, veja também cadeiras e bancos de bar, onde os bancos altos com regulação são tratados em detalhe.

Opções recomendadas na Amazon

Toucador doméstico

Cadeira de maquilhagem com pistão a gás e assento em pele sintética lisa

  • Assento regulável entre 44 e 55 cm, base de cinco raios
  • Superfície lisa sem capitoné, limpa-se com pano húmido
  • Faixa habitual: 60 – 150 €
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Trabalhar à volta do cliente

Banco de estética com rodas, encosto baixo e estofo lavável

  • Encosto baixo ou ausente para liberdade de movimento
  • Rodízios de poliuretano; procure versão travada em pavimento liso
  • Faixa habitual: 50 – 140 €
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Uso profissional

Cadeira de cliente com elevação hidráulica de pedal e apoio de pés

  • Curso de elevação de 20 a 25 cm, estofo em vinilo resistente
  • Procure conformidade com norma de uso não-doméstico
  • Faixa habitual: 150 – 450 €
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Perguntas frequentes

Que altura deve ter uma cadeira de maquilhagem?

Para um toucador de 74 a 78 cm de tampo, um assento regulável entre 44 e 50 cm coloca os antebraços apoiados com os cotovelos a cerca de 90°. Para bancadas de estúdio de 78 a 82 cm, sobe-se para 50 a 58 cm e passa a fazer falta apoio de pés.

Que estofo aguenta base, tinta e desinfectante?

Pele sintética em poliuretano de boa qualidade para uso doméstico e vinilo para uso intenso, ambos com superfície lisa e costura periférica. O tecido e o veludo absorvem pigmento de forma irreversível. Se usa desinfectante alcoólico com frequência, procure estofos declarados resistentes a desinfectantes.

Cadeira de maquilhagem com rodas ou com pés fixos?

Rodas em uso profissional, porque permitem circular à volta do cliente sem levantar. Pés fixos em casa sobre pavimento liso, onde a queixa mais comum é a cadeira fugir no momento de sentar. Se optar por rodas em parquet, use rodízios de poliuretano macio, de preferência travados.

Vale a pena uma cadeira profissional para uso em casa?

Raramente. As cadeiras certificadas para uso não-doméstico custam 30 a 60 % mais e são dimensionadas para vinte a quarenta ciclos de utilização por dia. Em casa, uma cadeira com pistão a gás, base de cinco raios e assento em pele sintética lisa cumpre por 60 a 150 €.